Doenças Urológicas | BALANITE E BALANOPOSTITE

BALANITE E BALANOPOSTITE

Balanite é a inflamação da glande e a balanite envolvendo o prepúcio (pele e mucosa que recobre a grande) é denominado balanopostite. Balanite é uma condição comum que afeta de 3-11% dos homens e pode ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico correto da balanopostite tem por objetivos minimizar a disfunção sexual e disfunção urinária a ela associada, assim como para excluir câncer do pênis, tratar doenças pré-malignas, e diagnosticar e tratar as DSTs. Os fatores predisponentes incluem falta de higiene, uso de medicamentos tópicos, não retração do prepúcio (fimose). Embora raro, uma complicação da balanite (geralmente apenas em casos recorrentes) é a evolução para fimose ou incapacidade de retrair o prepúcio da glande em homens que não tinham essa dificuldade previamente.

Homens não circuncisados com higiene pessoal inadequado são mais afetados pela balanite, no entanto, a falta de aeração e irritação por causa do esmegma e urina em torno da glande, associada elevadas temperaturas ou a locais de clima quente causa maior inflamação e edema, favorecendo infecção secundaria por fungo ou bactéria. Embora raro, as complicações da balanite incluem fimose e estenose meatal com retenção urinária.

O quadro pode variar desde secreção peniana, dor ou dificuldade com a retração do prepúcio, impotência, dificuldade para urinar ou controlar fluxo de urina, sensibilidade e hiperemia (vermelhidão) da glande, prurido ou coceira local. Já os sintomas sistêmicos como febre e náuseas são incomuns. Diabetes é a condição subjacente mais comum associado com balanite do adulto.

Fatores associados são descuido com a higiene pessoal, uso irritantes químicos (por exemplo, sabonete íntimo, lubrificantes), condições edematosas, tais como insuficiência cardíaca congestiva, cirrose, alergias e obesidade mórbida.

Vários organismos causam balanite, incluindo fungos (cândida), bactérias, vírus (HPV), protozoários (tricomoníase). Alguns são DSTs.

O tratamento depende da manifestação clínica e dos fatores associados, mas inclui mudanças em hábitos de higiene, cuidados locais com região genital, uso de medicações tópicos ou orais. Dependendo da presença de alteração anatômica ou recorrência ou mesmo presença de DST está indicado procedimento cirúrgico postectomia ou circuncisão.

Fonte: emedicine.com

            Manual da Sociedade Brasileira de Urologia