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DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) OU INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST)

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) OU INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST)

A grande incidência se DST no Brasil levou a estudos específicos mostrando que pessoas com DSTs não ulcerativas (sem feridas na genital) têm risco 3 a 10 vezes maior de se infectar pelo HIV, e este risco aumenta até 18 vezes naquelas com DSTs ulcerativas (exemplo a sífilis e herpes simples). Por outro lado, se o portador de HIV for também portador de outra DST, mais facilmente transmitirá o HIV para seus parceiros sexuais.

Atualmente, a primeira DST em incidência é o HPV (Papiloma vírus humano). Este gera preocupação pela sua associação com câncer de colo uterino em torno de 90% das vezes, e forte associação com tumores da região anal, cavidade orofaríngea, cabeça, pescoço e esôfago.

Em 2006, o Ministério da Saúde propôs a abordagem integral ao portador de DSTs. Esta diretriz visa o tratamento imediato do portador de DST, uma vez que esta estratégia, além de evitar complicações, é curativa e evita a transmissão. Para propiciar o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, foi proposta a abordagem de maneira sindrômica. Desta forma, na primeira consulta deve ser realizado o diagnóstico, oferecido tratamento para o paciente e parceira ou parceiro, aconselhamento e coleta de exames laboratoriais. A conduta não será baseada nos exames, mas estes servirão para posterior avaliação do tratamento e confirmação do agente etiológico e averiguar se existem outros agentes associados. A taxa de efetividade deste tipo de manejo é superior a 90%. O que ocorre algumas vezes é que se o portador de DST desconhece o contato da parceira ou parceiro e nesta situação não há como interromper a transmissão adequadamente. POR ISSO CUIDE-SE.